Capacidade de superação é elemento-chave para atingir o topo da carreira nas empresas Os líderes empresariais a nível global acreditam que a “capacidade de superar desafios e transformá-los em oportunidades, característica designada por resiliência, é fundamental para manter o emprego”. Segundo o estudo da Accenture, estes líderes reconhecem que “as mulheres tendem a resistir mais à pressão” do que os homens, pelo que facultam a esse universo uma variedade de programas que melhor desenvolvem essa capacidade.
Este estudo foi desenvolvido no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, que é celebrado por colaboradores e clientes da Accenture no próximo dia 8 de Março, em mais de 130 cidades de 35 países. Este ano, o tema em destaque é o conceito de “Resiliência”, promovido através de iniciativas globais que incluem workshops, debates e eventos em rede.
Intitulado
“Women Leaders and Resilience: Perspectives from the C-Suite”, o estudo da Accenture demonstra que mais de dois terços (71 por cento) dos líderes empresariais reconhece que a “resiliência é de muita ou extrema importância na decisão sobre quais os profissionais a reter”. Embora os entrevistados se encontrem divididos sobre quem, homens ou mulheres, apresenta maior capacidade de resiliência (53 por cento consideram as mulheres muito a extremamente resilientes, 51 por cento apontam esta mesma característica aos profissionais do sexo masculino), 60 por cento atribui às mulheres funções que potenciem progressão na carreira e 40 por cento afirma mesmo que prepara as mulheres para funções de gestão de topo.
O estudo efectuado junto de mais de 500 executivos – incluindo CEOs, COOs, CFOs e CHROs – de médias e grandes empresas de 20 países na Europa, Ásia, América do Norte e América Latina, também constatou que, apesar da desaceleração económica, “muitos programas específicos para mulheres nas empresas permanecem activos”. Pouco menos de metade (48 por cento) dos entrevistados refere não ter efectuado alterações aos programas de liderança para mulheres no último ano e a mesma percentagem comenta que não alterou programas de coaching e de mentoring específicos para mulheres.
“A resiliência, enquanto combinação entre adaptabilidade, flexibilidade e determinação, pode ser considerado um novo critério de ascensão profissional”, diz Adrian Lajtha, chefe responsável da Liderança da Accenture. “No actual cenário de incerteza económica e competitividade intensa, as organizações que incutirem a resiliência como forma de promoção terão uma clara vantagem competitiva”.
Apenas três por cento dos executivos referem considerar eliminar dos currículos as actividades relacionadas com liderança e mentoring. Simultaneamente, 18 por cento diz ter investido de moderada a intensivamente em programas de liderança, 22 por cento confirma ter aumentado os programas de mentoring e 17 por cento admite ter reforçado as suas iniciativas de liderança.
O estudo questionou ainda as acções que as empresas adoptaram para apoiar o desenvolvimento profissional das mulheres. Quase cinco em cada dez entrevistados referiram dispor de tutores internos ou programas de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (referido por 48 por cento e 46 por cento, respectivamente). Contudo, apenas 24 por cento das empresas inquiridas atribui um tutor às mulheres em início de carreira e 37 por cento fornece mentores externos. Simultaneamente, os entrevistados associam a resiliência e adaptação a factores como a antiguidade. Foi referido que os gestores seniores são mais resistentes às pressões, seguidos pelos gestores intermédios e, por último, pelos colaboradores imediatamente abaixo da gestão (refere 77%, 55% e 36%, respectivamente). Resultados por região A nível regional constataram-se diferenças na forma como os inquiridos consideram determinados atributos relativamente a colaboradoras da geração chamada Baby Boomers (nascidas entre 1946 e 1964), Geração X (nascidos entre 1965 e 1978) e Geração Y (nascidos após 1979):
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Confiança – quatro em cada dez inquiridos (41 por cento) na América do Norte considera que a geração Baby Boomers tem uma maior autoconfiança. Contudo, os entrevistados na Europa, América Latina e Ásia-Pacífico defendem o mesmo relativamente à Geração X (45 por cento, 41 por cento e 36 por cento, respectivamente).
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Produtividade – mais uma vez, quatro em cada dez inquiridos (41 por cento) na América do Norte apontam os Baby Boomers como mais produtivos. Por outro lado, os inquiridos da Europa, América Latina e Ásia-Pacífico consideram que a Geração X preenche melhor este atributo (36 por cento, 41 por cento e 32 por cento).
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Flexibilidade – todas as regiões (Europa, América do Norte, América Latina e Ásia-Pacífico) consideram que a Geração Y é a mais flexível (33%, 54%, 41% e 35%, respectivamente).
Existem também diferenças ao nível regional no que se refere a atributos profissionais relacionados com as mulheres:
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Proficiência – Os entrevistados norte-americanos tendem a relacionar este atributo com o género feminino (11 por cento para as mulheres, contra 8 por cento no caso dos homens). Por outro lado, os inquiridos provenientes das outras regiões defendem que os homens são mais propensos a demonstrar esse atributo (Europa - 11 por cento das mulheres, 19 por cento dos homens, América Latina - 7 por cento das mulheres, 38 por cento dos homens, Ásia-Pacífico - 11 por cento das mulheres, 27 por cento dos homens).
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Confiança – Os executivos da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico estabelecem mais facilmente uma ligação com um comportamento confiante nos homens do que nas mulheres (9 por cento das mulheres contra 26 por cento dos homens, 9 por cento contra 39% e 16% contra 28%, respectivamente). Em oposição, os inquiridos na América Latina conferem um peso maior ao atributo qualidade às mulheres (38 por cento cita as mulheres, enquanto 14 por cento refere os homens).
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Trabalho de equipa – Os entrevistados da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico consideram que a capacidade de trabalhar com diferentes tipos de pessoas é maior no caso das mulheres (22 por cento de mulheres contra 7 por cento de homens, 27 por cento de mulheres contra 13 por cento de homens e 27 por cento das mulheres contra 15 por cento dos homens, respectivamente). Na América Latina a opção recai nos homens, que são referidos por 34 por cento dos entrevistados – as mulheres recolhem apenas 18 por cento das respostas.
Metodologia Entre Novembro de 2009 e meados de Fevereiro de 2010 a Accenture fez um inquérito online e telefónico a 524 executivos (CEOs, CFOs, CIOs, CHROs, CLO e seus equivalentes) de organizações com volume de vendas anual superior a 250 milhões de dólares, em 20 países (Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Malásia, México, Holanda, países nórdicos (Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca), Singapura, África do Sul, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e Suíça).
A margem de erro é de aproximadamente qautro por cento. A pesquisa procurou identificar as acções levadas a cabo por altos executivos para desenvolver as mulheres para papéis de liderança e o valor que dão à resiliência enquanto uma qualidade primária de liderança.
Mais informações sobre o estudo em
http://www.accenture.com.
Sobre a Accenture A Accenture é uma organização global de serviços de consultoria de gestão, tecnologias de informação e outsourcing, com mais de 176 mil profissionais a servir clientes em mais de 120 países. Através da combinação de experiência ímpar, conhecimento profundo dos vários sectores de actividade e funções de negócio e extensa pesquisa sobre as empresas mais bem sucedidas do mundo, colabora com os clientes ajudando-os a tornarem-se organizações de alto desempenho. A empresa gerou receitas no valor de 21,5 mil milhões de dólares, no exercício terminado em 31 de Agosto de 2009. A homepage é
http://www.accenture.com.