Há Fumeiro em Montalegre
Já foi oficialmente inaugurada a Feira do Fumeiro e Presunto do Barroso. Em Montalegre, até domingo dia 24 de Janeiro, prova-se, fala-se e vive-se um dos principais produtos do concelho. Para acompanhar.
Pouco passava das 16 horas quando o presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, dava como oficialmente inaugurada a 19ª Feira do Fumeiro e Presunto do Barroso, a decorrer em Montalegre. Um final de tarde de 21 de Janeiro não particularmente frio para o Planalto Barrosão atraiu ao Pavilhão Multiusos, no Parque de Exposições e Feiras, os primeiros visitantes à procura das chouriças, presuntos, alheiras, sangueiras, salpicão. A abertura formal de mais uma edição da Feira, teve direito a discurso. Fernando Rodrigues afirmou que «o certame é um cartaz que atrai entre 60 e 70 mil visitantes».
O autarca explicou ainda que o fumeiro e a gastronomia local são uma das maiores fontes de receita do concelho. Fernando Rodrigues disse: «nos cinco meses de Inverno, a hotelaria está cheia por turistas que se dirigem à região para provar fumeiro, o cozido barrosão, entre outras iguarias».
Até 24 de Janeiro, altura em que encerra o certame não vai faltar fumeiro. A organização, uma parceria entre o município e a Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, garante 60 toneladas de produto e a presença de oito dezenas de produtores.
Uma mostra que não se esgota nos produtos da terra (mel e pão incluídos) e na presença de associações de desenvolvimento local. Até domingo, a agenda da Feira garante um calendário de animação com cantares ao desafio, grupos de concertinas, as inevitáveis chegas de bois; os gaiteiros de Pitões de Júnias, localidade no Norte do concelho; a prova da cozinha local.
A autarquia não esconde a vertente atractividade da Feira, capaz de potenciar outras áreas do concelho e que em 2009 levou dezenas de milhares de visitantes a Montalegre. Para os produtores trata-se, não só de uma oportunidade económica, como também trazer visibilidade a um produto secular. Um momento importante para um concelho raiano com perto de 13 mil habitantes que tem na agricultura e serviços os principais motores económicos.
Como nos relatou o presidente da autarquia: «dentro da feira fazem-se nos quatro dias cerca de um milhão de euros. Fora da feira o valor fica também próximo de um milhão de euros».
Os preços estão tabelados. O presunto inteiro está a vender-se a 12 euros o quilo, o desossado, a 20 euros o quilo. Quem opta pela chouriça sabe que paga 21 euros/quilo, pelo salpicão 31 euros/quilo. A alheira sai a 30 euros o quilo.
O Café Portugal contactou alguns dos produtores, do concelho, mas também de municípios vizinhos. Para Boaventura da Silva Mendes Moura, produtor e presidente da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã a Feira é oportunidade de negócio e um meio de sustentabilidade, como explica: «a feira tem contribuído muito para os produtores sobreviverem. Falando por mim, se não fosse o fumeiro, nesta altura do ano, tinha de emigrar». A associação conta 140 produtores.
Mais pessimista está Jorge Rua, produtor de fumeiro há mais de 20 anos participa na feira desde o primeiro dia. Na 19º edição confessa ser provável fazer poucas mais feiras do fumeiro. «Ultimamente, os produtores estão a ficar cansados disto porque chegámos à conclusão que este dia não é uma recompensa do trabalho. Os preços são os mesmos de há dez anos, mas os custos dos animais duplicaram, nalguns casos triplicaram. Há uma desmotivação total. É provável que faça apenas mais uma ou duas feiras. Pode ser que as condições financeiras melhorem», revela.
Já foi oficialmente inaugurada a Feira do Fumeiro e Presunto do Barroso. Em Montalegre, até domingo dia 24 de Janeiro, prova-se, fala-se e vive-se um dos principais produtos do concelho. Para acompanhar.
Pouco passava das 16 horas quando o presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, dava como oficialmente inaugurada a 19ª Feira do Fumeiro e Presunto do Barroso, a decorrer em Montalegre. Um final de tarde de 21 de Janeiro não particularmente frio para o Planalto Barrosão atraiu ao Pavilhão Multiusos, no Parque de Exposições e Feiras, os primeiros visitantes à procura das chouriças, presuntos, alheiras, sangueiras, salpicão. A abertura formal de mais uma edição da Feira, teve direito a discurso. Fernando Rodrigues afirmou que «o certame é um cartaz que atrai entre 60 e 70 mil visitantes».
O autarca explicou ainda que o fumeiro e a gastronomia local são uma das maiores fontes de receita do concelho. Fernando Rodrigues disse: «nos cinco meses de Inverno, a hotelaria está cheia por turistas que se dirigem à região para provar fumeiro, o cozido barrosão, entre outras iguarias».
Até 24 de Janeiro, altura em que encerra o certame não vai faltar fumeiro. A organização, uma parceria entre o município e a Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, garante 60 toneladas de produto e a presença de oito dezenas de produtores.
Uma mostra que não se esgota nos produtos da terra (mel e pão incluídos) e na presença de associações de desenvolvimento local. Até domingo, a agenda da Feira garante um calendário de animação com cantares ao desafio, grupos de concertinas, as inevitáveis chegas de bois; os gaiteiros de Pitões de Júnias, localidade no Norte do concelho; a prova da cozinha local.
A autarquia não esconde a vertente atractividade da Feira, capaz de potenciar outras áreas do concelho e que em 2009 levou dezenas de milhares de visitantes a Montalegre. Para os produtores trata-se, não só de uma oportunidade económica, como também trazer visibilidade a um produto secular. Um momento importante para um concelho raiano com perto de 13 mil habitantes que tem na agricultura e serviços os principais motores económicos.
Como nos relatou o presidente da autarquia: «dentro da feira fazem-se nos quatro dias cerca de um milhão de euros. Fora da feira o valor fica também próximo de um milhão de euros».
Os preços estão tabelados. O presunto inteiro está a vender-se a 12 euros o quilo, o desossado, a 20 euros o quilo. Quem opta pela chouriça sabe que paga 21 euros/quilo, pelo salpicão 31 euros/quilo. A alheira sai a 30 euros o quilo.
O Café Portugal contactou alguns dos produtores, do concelho, mas também de municípios vizinhos. Para Boaventura da Silva Mendes Moura, produtor e presidente da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã a Feira é oportunidade de negócio e um meio de sustentabilidade, como explica: «a feira tem contribuído muito para os produtores sobreviverem. Falando por mim, se não fosse o fumeiro, nesta altura do ano, tinha de emigrar». A associação conta 140 produtores.
Mais pessimista está Jorge Rua, produtor de fumeiro há mais de 20 anos participa na feira desde o primeiro dia. Na 19º edição confessa ser provável fazer poucas mais feiras do fumeiro. «Ultimamente, os produtores estão a ficar cansados disto porque chegámos à conclusão que este dia não é uma recompensa do trabalho. Os preços são os mesmos de há dez anos, mas os custos dos animais duplicaram, nalguns casos triplicaram. Há uma desmotivação total. É provável que faça apenas mais uma ou duas feiras. Pode ser que as condições financeiras melhorem», revela.
atenção kisto é koisa séria
Só para pessoas de bom gosto .....
I.M.P.E.R.D.Í.V.E.L
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